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Embolização de Miomas Uterinos

Os miomas (também chamados de fibromas ou leiomiomas) são formações nodulares que se desenvolvem na parede muscular do útero e comumente são chamados de tumores benignos. Estima-se que entre 40 a 80% das mulheres na idade reprodutiva são portadoras de mioma e, destas, pelo menos um terço requer tratamento devido à presença de sintomas.

A dor e sangramentos intensos são seus principais sintomas. Períodos menstruais intensos e prolongados, além de sangramentos mensais atípicos, às vezes com coágulos também são comuns. A intensidade da menstruação pode levar a mulher à anemia e dependendo da magnitude da anemia, pode ser necessário corrigir esta alteração, seja com a prescrição de medicamentos à base de ferro ou até mediante uma transfusão sanguínea. Dor pélvica, abdominal, nas costas ou nas pernas e dor durante as relações sexuais podem estar presentes. A presença dos miomas podem ainda estar relacionados com perdas gestacionais e dificuldades para engravidar.

Mioma Uterino

MIOMA UTERINO

O diagnostico pode ser feito durante o exame físico ginecológico, através do ultrassom pélvico ou endovaginal e em casos especiais através da ressonância magnética.

O tipo de tratamento e as indicações variam de acordo com os sintomas. Alguns exemplos dos tratamentos existentes: expectante, medicamentoso, miomectomia (que consiste na extirpação cirúrgica somente dos miomas), embolização e a histerectomia (que consiste na extirpação cirúrgica de todo o útero).

A embolização dos miomas é definida como o cateterismo das artérias uterinas e oclusão dos seus ramos, promovendo assim a redução do tamanho dos miomas, dos sangramentos e da dor pélvica. A embolização das artérias uterinas é realizada através de um “furinho” na região da virilha, onde são introduzidos cateteres e fios guia que nos conduzem ate as artérias uterinas, sempre guiados através de imagem em angiografia digital, para proceder ao fechamento dos seus ramos. O tratamento é realizado sob sedação consciente e anestesia local ou peridural.

 

Os estudos mostram que num período de até 6 meses ocorre a regressão da dor em 90% dos casos e melhora no sangramento em 80% dos casos. Já o tamanho dos miomas regride em torno de 50-60%.

A Sociedade Americana de Ginecologia e Obstetrícia classificou a embolização uterina como procedimento "A" de evidência científica - a maior pontuação de classificação científica existente e também é reconhecido pelas entidades oficiais brasileiras na área da saúde, como a Associação Médica Brasileira e a Agência Nacional de Saúde (ANS), que inclusive já incluiu a embolização uterina no rol de procedimentos reconhecidos pelo Ministério da Saúde. As principais contra indicações são: gravidez e infecção.

Contudo, a embolização dos miomas deve ser bem avaliada em conjunto entre o ginecologista e o radiologista intervencionista, garantindo assim a sua correta indicação e o resultado esperado.