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Estimulantes e Alucinógenos

A cocaína é o principal estimulante ilícito no Brasil. Ela é utilizada de diversas maneiras: mascada (folha de coca), fumada (crack), injetada ou inalada (pó). O uso de cocaína pode levar rapidamente para a dependência, principalmente o uso do crack. Existem relatos de que com apenas um único uso do crack o indivíduo se trona dependente. A intoxicação causa frequentemente euforia, hiperatividade, dilatação da pupila (midríase), tremores, taquicardia, sudorese ou calafrios, alucinações e insônia. Existem diversos riscos associados ao uso da cocaína. Alguns riscos são agudos e outros crônicos. Dentre os riscos agudos o principal é a overdose, situação em que o indivíduo sofre uma sobrecarga no sistema cardiovascular que pode levar ao infarto do coração ou um acidente vascular cerebral, popularmente chamado de derrame. Dentre os riscos crônicos estão o desenvolvimento de transtornos psicóticos como a esquizofrenia, ou doenças infecciosas adquiridas por compartilhamento de seringas contaminadas, ou sexo sem preservativo.
 
O quadro de abstinência se inicia após 24h da redução ou interrupção do uso da cocaína, e mantém-se de modo intenso por até quatro dias. Frequentemente cursa com ansiedade e irritabilidade, desejo pela cocaína (fissura), pesadelos e algumas vezes agitação motora. Também podem ocorrer sintomas depressivos, com alguns casos chegando ao suicídio.
 
As anfetaminas são os principais estimulantes lícitos no Brasil. Os efeitos estimulantes são semelhantes aos da cocaína, com intensidade menor e a duração do efeito maior, motivos pelos quais possuem menor risco de dependência. Também pode levar a overdose.
A Cannabis é o principal alucinógeno usado no Brasil. As apresentações mais conhecidas são: maconha, haxixe e o THC. Geralmente é fumada, e com menor frequência é ingerida com algum alimento.
Embora com possibilidade menor que o álcool e os estimulantes, a cannabis pode causar dependência e a quadros de abstinência.
 
Durante a intoxicação o indivíduo frequentemente apresenta euforia, distorção temporal e raciocínio lento. Em alguns casos apresenta paranoia (desconfiança sem motivo), irritabilidade ou crise de pânico. Até duas horas após o uso é frequente o indivíduo apresentar hiperemia conjuntival (olhos avermelhados), boca seca (menor capacidade de salivação), larica (aumento do apetite), e taquicardia.
 
A abstinência se inicia em até sete dias da redução ou interrupção do uso da cannabis, e perdura por até duas semanas. Os sintomas mais frequentes são: irritabilidade, raiva ou agressividade, ansiedade, insônia e pesadelos, diminuição do apetite, humor deprimido. Em alguns casos ocorrem sintomas físicos como dor abdominal, febre ou cefaleia.